Tá bem, deixa eu explicar melhor esse meu título dúbio. Eu fui ao encontro dele, mas ele nem me viu, tá? Fecha parêntesis e foca no que interessa.
Quando me perguntam sobre meu fascínio pelo tal diretor (alguns ficam chocados, lembrando dos escândalos que o homem já viveu em sua vida particular), sempre falo que vem da infância, do filme "Tudo que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar".
Tá, sei que tudo tá ficando cada vez mais confuso para ti. Tu deves estar te perguntando onde estava a minha mãe, que deixava eu assistir um filme sobre sexo. A resposta é: não sei. Devia passar na Sessão da Tarde e eu mal sabia o que sexo era (achava que era algo "bagaceiro", mas era apenas isso), só sei que amava uma cena em que o Woody aparecia todo de branco, em um cenário branco e cheio de coelhos. Desde então acompanho os filmes dele e confesso, apesar de não gostar de muitos deles, que ele é meu diretor favorito.
A pessoa dele me fascina pela inteligência, inquietude e genialidade. Adorava sua visão neurótica e pessimista, tanto que inclusive busquei relacionamentos parecidos. Hoje, neurose e pessimismo só curto nos filmes dele mesmo. Mas, sobretudo, amo o seu olhar sobre NYC, minha cidade predileta.
Há alguns anos descobri que o Sr. Allen toca jazz (outra coisa que tenho uma queda forte) e desde então decidi que um dia o veria tocar com sua banda.
Ano passado tentei sondar como poderia fazer isso, mas como ele se apresenta em um café dentro de um hotel, a coisa é meio reservada. Parece até coisa clandestina. Em dezembro de 2015 cheguei em NY e tentei um ingresso. É claro que ouvi um sonoro sold out! Mas não desisti. Esse ano andava rondando umas passagens para tentar novamente ver o bom velhinho ( não o Noel e sim o Woody, que tá velhinho meeeeesmo), mas sempre acabava desistindo.
Então, um belo dia, entra uma mensagem para mim de uma amiga e cliente de consultoria de Imagem perguntando sobre um look para ir a um casamento no...Central Park!
A conversa, movida a calafrios na barriga de empolgação foi mais ou menos assim: Eu: Quando tu vais????
Ela: dia tal e volto tal.
Eu: acredita que pensei em ir para lá nessa época?
ela: Vamos Ner! (Esse é meu apelido de adolescência)
E assim foi indo e eu comecei a pirar com a idéia. Mas avisei que só iria se conseguisse ingresso para o show. No outro dia entrei em contato com o Carlyle, o hotel que o Woody Allen toca. Eles me informaram que há 2 tipos de ticket. O Premium (ou algo do tipo) e General seatings, mas que para o dia que eu queria estava esgotado. Parei de loquear, avisei a Gringa que não iria com ela e voltei a falar com o pessoal do hotel para a próxima data disponível.
Eles me passaram a data e eu pedi pelo melhor ticket, of course, era para ver Mr. Allen! Foi então que um balde de 5 litros caiu sobre mim. Eu só poderia comprar se fossem dois tickets. Daí pedi por um general seating e eles falaram que era o mesmo. Puxa, as borboletas na barriga viraram morcegões e fiquei muito chateada.
Achei um preconceito e tal e decidi pentelhar, ops, escrever novamente para o hotel e dar a real. Expliquei que sempre viajava sozinha e que estava muito triste, pois não poderia realizar um sonho de ver o show.
Na hora eles responderam me dando a chave do tesouro _ tcharãn!. Existe um outro ingresso, chamado bar seating, que pode ser adquirido avulso...porém, eles não reservam. É tipo loteria, chega na hora e vê se entra. Eles me falaram que se eu quisesse tentar teria que chegar uns 45 min antes do café abrir.
Terminei de ler e pensei: então posso ir na mesma época que a Gringa, já que é loteria mesmo...
Assim, comprei minha passagem e 12 dias depois estava embarcando para uma viagem cheia de aventuras. Mas o resto eu conto no próximo post!
quarta-feira, 15 de junho de 2016
O dia em que encontrei Woody Allen _ parte 1
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Interessante, não só o tema mas, também, o estilo literário. Como se fosse uma das crônicas da "Zero Hora", que leio diariamente, particularmente nos fins de semana...Parabéns e que venha o próximo post !
ResponderExcluir