sexta-feira, 6 de março de 2015

Dos tesouros da vida

Hoje o dia está pura nostalgia aqui em casa. Tudo começou quando encontrei um pendrive e as relíquias que nele me deparei. Abri despretenciosamente, já com  a intenção de limpá-lo para usar em outra coisa. A minha surpresa foi achar fotos de muitos anos atrás. Começou com um arquivo escrito "roupas". Sim, desde sempre eu coleciono referências; só que o mais engraçado é que nem lembrava disso. 

Comecei com essa "mania"há mais de dez anos, acredito que logo que voltei de Nova Iorque e estava em um momento "Sex and the City", obcecada por Carrie, suas amigas e, claro, o figurino das personagens.  





Confesso que hoje em dia não tenho mais esse hábito  (de guardar fotos de roupas que gosto) tão forte como antigamente. Mas abri uma por uma e minha grande surpresa foi que eu usaria a maioria até hoje. E isso mostra que meu estilo continua sendo praticamente o mesmo. Muitas delas, em estilo clássico, meio "Breakfast at Tiffany's".  Se reparar bem, dá para ver que elas são atemporais. Muitas poderiam estar nas vitrines de muitas lojas hoje.  O mais engraçado é que a maioria delas era de vestidos de coquetel ou de festas, vestimentas que eu não teria muito onde usar. As que eu não gostei, olhei calmamente para elas e tentei descobrir o que me atraía naquele look.  Lembro de guardar essas imagens em pastas em um computador que nem sei onde anda (provavelmente em algum cemitério de tecnologias obsoletas). Guardava na esperança de um dia poder encontrar uma costureira e fazer a maioria delas. 
Esse "achado" foi maravilhoso para mim, pois muitas vezes me questiono sobre a moda e os rumos que minha vida tomou com ela. E foi nesse momento que percebi que, de alguma forma, ela já existia em mim e eu gostava muito disso. Naquela época, nos meus vinte e poucos anos, não imaginaria que um dia trabalharia com estilo e moda. Eu simplesmente imaginava aquelas peças no meu armário. Me via passeando em um belo salto e tomando cosmopolitans com minhas amigas em algum lugar de Porto Alegre.  Cosmopolitans esses que os bartenders mal conheciam; e aqueles saltos que hoje nem consigo pensar em usá-los. Era tudo muito diferente. Era tudo muito mais imaginário. Mas, mesmo assim, era tudo muito feliz. 
P.S: as imagens que postei hoje aqui são algumas das que tinham no pendrive e eu não faço a menor idéia de onde eu tirei. Foi da internet, mas não tenho mais as fontes. Sorry :)


 

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