Vou falar sobre fechar o atelier, tá? Ou, fechar o espaço na Casa Roxa. Sempre prefiro dizer que é um farewell, see you soon ou até breve. Mas não é. Então o que é, Fernanda? Eu realmente ainda não sei. O atelier sou eu e eu sou uma metamorfose ambulante (como diria Raulzito _quanta intimidade com o homem...).
Essa história de modas, estilos e afins apareceu há muito tempo na minha vida. Nem vou contar a história aqui porque é longa e todo mundo dormiria na metade da leitura. O fato é que eu gostava muito de moda e hoje amo estilo. E me permito mudar, fazer outras coisas e graças aos Papais do céu (Deus e meu pai) posso fazer o que gosto. E o atelier foi assim, um sonho realizado. De ter o meu cantinho, com a minha cara. De viajar e pesquisar in loco as modas nas ruas das cidades. De garimpar belezuras. De criar. Criar peças lindas (às vezes monstruosas e muitas vezes medianas) e de criar laços com pessoas incríveis. Foi para isso que o Armário 26 existiu até então. E que continuará existindo (já criei algumas peças para uma coleção cápsula). O Armário 26 já foi Armário da Ana (que foi a origem do nome Armário, em função da marca ser da Ana Carrard (minha sócia por um tempo, colega de facul, parceira de vida, partner in crime e amiga para sempre) e antes disso já tive a Audrey, a minha primeira marca. Adoro a história que foi feita com tecidos e recortes. Mas agora quero testar outras coisas. E é por isso que quero fechar o espaço do mesmo jeito que abri: com muito amor. E cercada de pessoas queridas. Por isso te convidei para ler esse texto. E, se tu leste até o final, tu sabes que, de alguma maneira, tu fazes parte dessa história. Então, te convido para ver as peças que ainda vivem no espaço e brindar comigo o fim de um ciclo feliz ali, na Casa Roxa.







